A Copa do Mundo 2026 será diferente de tudo que você já viu. Pela primeira vez na história, três países vão sediar o torneio simultaneamente: Estados Unidos, Canadá e México. E não para por aí — o número de seleções participantes salta de 32 para 48.

Mas o que isso significa na prática? Mais jogos, mais cidades-sede, calendário mais longo e uma logística sem precedentes. Se você acompanha futebol ou está planejando viajar para assistir aos jogos, precisa entender essas mudanças agora.

Neste guia, você vai descobrir tudo sobre o novo formato, as sedes confirmadas, como funciona a distribuição de vagas e o que realmente vale a pena saber antes do torneio começar.

Por que a FIFA escolheu 3 países para sediar a Copa 2026?

A decisão da FIFA de escolher Estados Unidos, Canadá e México como sedes conjuntas veio após uma votação em 2018. A candidatura trio derrotou o Marrocos por 134 votos a 65, segundo dados oficiais da FIFA.

Existem três razões principais para essa escolha:

Infraestrutura pronta: Os três países já possuem estádios de padrão internacional, aeroportos de grande capacidade e rede hoteleira robusta. Isso reduz drasticamente os custos de construção — um dos maiores problemas de Copas recentes como Brasil 2014 e Rússia 2018.

Mercado consumidor gigante: A América do Norte concentra um dos maiores mercados de consumo do mundo. Segundo a Statista, apenas nos Estados Unidos há mais de 330 milhões de habitantes, com alta renda per capita e cultura esportiva consolidada.

Expansão do futebol na região: A FIFA busca fortalecer o futebol em mercados onde outros esportes ainda dominam. A CONCACAF (confederação regional) tem investido pesado em desenvolvimento de base e infraestrutura nos últimos anos.

Como funciona o novo formato com 48 seleções?

A mudança mais radical é a ampliação de 32 para 48 seleções. Isso altera completamente a dinâmica do torneio.

Fase de grupos redesenhada

Em vez de 8 grupos com 4 times cada, a Copa 2026 terá 12 grupos com 4 seleções em cada. Os dois melhores de cada grupo avançam, mais os 8 melhores terceiros colocados. Isso totaliza 32 times na fase eliminatória.

Na prática, significa:

104 jogos no total (contra 64 da Copa anterior)

Mais chances para seleções menores entrarem na competição

Calendário estendido — o torneio durará cerca de 39 dias

❌ Risco de jogos menos competitivos na fase inicial

❌ Desgaste físico maior para os jogadores

Distribuição de vagas por confederação

A FIFA definiu a seguinte divisão (aproximada, sujeita a ajustes):

UEFA (Europa): 16 vagas

CAF (África): 9 vagas

AFC (Ásia): 8 vagas

CONMEBOL (América do Sul): 6 vagas

CONCACAF (América do Norte/Central): 6 vagas (incluindo as 3 sedes automáticas)

OFC (Oceania): 1 vaga

Repescagem intercontinental: 2 vagas

Para a América do Sul, isso representa uma vantagem clara: com apenas 10 seleções disputando 6 vagas diretas, as chances de classificação aumentam consideravelmente comparado ao formato anterior (4,5 vagas para 10 times).

Quais são as 16 cidades-sede confirmadas?

A FIFA anunciou oficialmente as seguintes cidades:

Estados Unidos (11 cidades):

Nova York/Nova Jersey, Los Angeles, Dallas, San Francisco, Miami, Atlanta, Seattle, Houston, Boston, Filadélfia e Kansas City.

México (3 cidades):

Cidade do México, Guadalajara e Monterrey.

Canadá (2 cidades):

Toronto e Vancouver.

A final será disputada no MetLife Stadium, em Nova Jersey (região metropolitana de Nova York), com capacidade para mais de 82 mil espectadores. A abertura ainda não tem sede confirmada, mas há especulações de que aconteça no SoFi Stadium, em Los Angeles.

Vale a pena viajar para assistir à Copa 2026?

Depende do seu perfil e orçamento. Vamos aos fatos:

Custos esperados: Uma viagem para assistir a três jogos da fase de grupos pode custar entre USD 5.000 e USD 15.000 por pessoa, incluindo passagens aéreas, hospedagem, ingressos e alimentação. Isso segundo projeções de agências especializadas em turismo esportivo.

Vantagens:

✅ Você vai viver a maior Copa da história em número de jogos e sedes

✅ Infraestrutura turística de primeiro mundo nos três países

✅ Oportunidade de conhecer múltiplas cidades norte-americanas

✅ Mais oferta de ingressos devido ao aumento de partidas

Desvantagens:

❌ Distâncias enormes entre as cidades-sede (ex: Vancouver a Miami = mais de 4.500 km)

❌ Custos de deslocamento interno podem explodir o orçamento

❌ Alta do dólar impacta brasileiros diretamente

❌ Necessidade de visto americano e canadense

Se você tem flexibilidade financeira e quer uma experiência única, vale a pena. Mas se o orçamento é apertado, considere assistir de casa ou em bares/telões públicos — a transmissão será em altíssima qualidade e você economiza dezenas de milhares de reais.

O que funciona de verdade e o que é perda de tempo

Se você decidiu ir, aqui está o que realmente importa:

✅ O que funciona:

Comprar pacotes oficiais: A FIFA e operadoras credenciadas oferecem pacotes que incluem ingresso + hospedagem + transporte. É mais caro, mas elimina dor de cabeça com ingressos falsos e logística.

Focar em uma única cidade-sede: Escolha uma cidade estratégica (ex: Los Angeles, Dallas ou Cidade do México) e assista a todos os jogos por lá. Reduz custos e estresse com deslocamentos.

Reservar tudo com antecedência mínima de 6 meses: Preços de hospedagem e passagens sobem exponencialmente conforme o evento se aproxima.

Usar apps oficiais da FIFA: A entidade sempre disponibiliza aplicativos com informações em tempo real, mapas de transporte público e alertas de segurança.

❌ O que é perda de tempo:

Tentar ver jogos em cidades muito distantes: Você vai gastar mais tempo em aeroportos e estradas do que aproveitando o evento. A logística entre Vancouver e Miami, por exemplo, é inviável para quem quer ver múltiplos jogos.

Comprar ingressos em sites não oficiais: O risco de fraude é altíssimo. A FIFA tem um portal exclusivo para venda de ingressos — sempre use o canal oficial.

Deixar visto e documentação para última hora: Vistos americano e canadense podem demorar meses. Organize isso com pelo menos 8 meses de antecedência.

Ignorar seguro viagem: Saúde nos EUA e Canadá é caríssima. Um atendimento de emergência pode custar milhares de dólares. Seguro viagem é obrigatório na prática.

Erros comuns que impedem resultados (ou estragam a experiência)

Muita gente perde dinheiro e oportunidades por cometer os mesmos deslizes:

Erro 1: Subestimar as distâncias

A América do Norte é continental. Vancouver (Canadá) fica a mais de 5 horas de voo de Miami (EUA). Se você planeja ver jogos em múltiplas cidades, adicione pelo menos USD 500-800 por trecho aéreo ao orçamento.

Erro 2: Não planejar transporte público

Cidades como Los Angeles têm transporte público limitado. Você vai precisar de Uber/Lyft ou aluguel de carro. Isso aumenta custos diários significativamente.

Erro 3: Confiar apenas em cambistas

Cambistas existem, mas os preços podem ser 3-5x o valor de face. Além disso, há risco real de ingressos falsos. Sempre priorize canais oficiais.

Erro 4: Ignorar o fuso horário

Se você mora no Brasil e vai assistir de casa, prepare-se: jogos no horário da costa oeste americana (Califórnia) podem começar às 23h ou meia-noite no horário de Brasília.

Erro 5: Não diversificar o roteiro

Se você vai viajar, aproveite para conhecer atrações locais. Nova York, Los Angeles e Cidade do México oferecem experiências turísticas incríveis além do futebol. Não fique apenas no entorno dos estádios.

Como acompanhar as novidades oficiais?

A FIFA mantém um site oficial dedicado ao torneio: FIFA.com. Lá você encontra:

✅ Calendário atualizado de jogos

✅ Processo de sorteio dos grupos

✅ Vendas de ingressos (quando abertas)

✅ Credenciamento de imprensa e voluntários

Outra fonte confiável é o site da CONCACAF, que publica atualizações regionais sobre infraestrutura, transporte e segurança.

Se você quer se preparar com antecedência, vale a pena seguir páginas oficiais das seleções participantes e dos estádios-sede nas redes sociais. Muitas vezes, promoções de ingressos e pacotes são anunciadas primeiro por esses canais.

Estatísticas e impacto econômico esperado

A Copa 2026 promete bater recordes não apenas esportivos, mas também financeiros. Segundo projeções da FIFA, o torneio pode gerar uma receita bruta de USD 6,1 bilhões, superando em mais de 40% a Copa do Catar 2022.

O impacto econômico nas cidades-sede é significativo. Estudos da Statista indicam que eventos dessa magnitude movimentam setores como hotelaria, alimentação, transporte e varejo, gerando milhares de empregos temporários e permanentes.

Para os Estados Unidos, espera-se um fluxo de mais de 3 milhões de turistas internacionais durante o período do torneio, segundo estimativas do Departamento de Comércio americano. Isso representa um crescimento de 18-22% no turismo esportivo da região.

Considerações finais: prepare-se desde agora

A Copa do Mundo 2026 não é apenas mais um torneio. É o maior evento da história do futebol em termos de escala, infraestrutura e público esperado.

Se você pretende viajar, comece a planejar agora. Documentação, orçamento e logística exigem tempo. Se vai assistir de casa, organize-se para aproveitar os 104 jogos sem comprometer trabalho ou rotina — o calendário será extenso.

Uma coisa é certa: 2026 vai redefinir o que significa sediar uma Copa do Mundo. E você pode fazer parte dessa história, seja nos estádios ou na frente da TV.

Para receber as últimas notícias e conteúdos exclusivos,

inscreva-se na newsletter
.

Picture of Gilberto Sales

Gilberto Sales

Especialista em Marketing Digital e Tecnologia. Ajudo empresas a escalar vendas usando dados e automação.